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Professores estaduais fazem manifestação dia 19 em Ouro Preto, com indicativo de greve

31 de março de 2011

Foto: Guilherme Dardanhan

Trabalhadores do ensino reunidos em assembleia estadual na terça, dia 29/3, aprovaram o indicativo de greve e uma manifestação no dia 19/4, em Ouro Preto. Os educadores estão insatisfeitos com a política do governo Anastasia, “que prioriza a lógica de desvalorizar os servidores que têm tempo de serviço e carreira.” Este é um dos problemas que eles querem modificar na Campanha Salarial Educacional 2011.

Delegações de professores de diversas regiões mineiras, como Triângulo, Sul de Minas, Norte, Centro-Oeste lotaram o pátio em frente à Assembleia Legislativa. A principal preocupação é quanto a opção que os professores terão de fazer entre as duas formas de remuneração do servidor da educação existentes hoje no Estado. No site do www.sindutemg.org.br, o informativo do sindicato nº 24, de 20/1/2011, presta os esclarecimentos necessários sobre os subsídios.

A coordenadora da Sub-Sede do SindUTE de Uberaba, Sônia Regina Monte, presente à assembleia geral, alerta: “O trabalhador tem que pensar na linha do tempo. Se terá benefício pela frente na situação atual, quanto tempo e se o período de espera do subsídio vai compensar.” Ela também chama atenção do trabalhador que tem aula facultativa. “Ele deve ter cuidado, pois a VNPI – Vantagem Nominal Provisória Incorporada – ao longo do tempo, vai sendo reduzida. É preciso fazer o comparativo do vencimento bruto de dezembro e comparar com o de janeiro. Quem ficar na carreira antiga, vai receber o mesmo vencimento de dezembro.”, lembra.

O representante de Araguari, professor Aurívio Veiga, conclamou os trabalhadores do ensino a se organizarem e participarem da manifestação dia 19/4 em Ouro Preto. A assembleia estadual reuniu centenas de professores no pátio da Assembleia Legislativa, vindos de diversas regiões como Triângulo, Sul de Minas, Norte, Centro-Oeste.

Professores de Sete Lagoas distribuem carta contra violência na escola

Em carta de repúdio distribuída durante a assembleia estadual, professores e funcionários da Escola Estadual dr. Alonso Marques Ferreira, no bairro Manoa, em Sete Lagoas, lamentaram a violência na escola ocorrida no dia 17 de março, quando um aluno agrediu um professor a socos e pontapés, deixando lesões no rosto e causando danos físicos, morais e psicológicos. O professor está de licença médica. Ele tentava separar uma discussão em sala de aula quando foi agredido pelo aluno.

Na carta eles afirmam:”O corpo docente e funcionários da escola, sentindo-se desprotegidos e ameaçados, repudiam veementemente a atitude desrespeitosa do aluno e deseja que em nenhuma escola existam alunos que liderem outros, influenciando a violência e colocando em risco a integridade física, moral e social da comunidade escolar. É preciso garantir com segurança a continuidade de nossa história e do nosso futuro.”