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BHAZ – [COLUNA DO ORION] TEMER: QUANTO MAIOR A REJEIÇÃO, MAIOR O APOIO NO CONGRESSO

3 de agosto de 2017 em Na mídia

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Curiosa a política e a falta de sintonia dela com a realidade e com o povo que deveria representar. Quanto mais o presidente se afunda nas pesquisas, mais crescem suas chances de sobreviver na próxima semana, quando a Câmara dos Deputados vota seu futuro, no dia 2 de agosto. Michel Temer (PMDB) é reprovado por 94% dos brasileiros, de acordo com a pesquisa Pulso Brasil, realizada pela Ipsos, depois de ouvir 1.200 pessoas em 72 municípios, de 1º a 14 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

O saldo é resultado das denúncias de corrupção, após as delações da JBS, e que serão agravadas com a decisão de aumentar combustíveis (impostos). Temer é o mais rejeitado entre todos os políticos, mais até que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), com 93% de desaprovação, e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), com 90%. Esses três já lideram a rejeição desde o mês passado.

A avaliação do governo alcança 85% da soma de ruim com o péssimo. Para 95% dos entrevistados, o país está no rumo errado. Quando estava perto do impeachment, o governo Dilma Rousseff (PT) registrou 84% de reprovação.

Ainda assim, Temer disse, nesta terça (26) que os desafios, ao contrário, “vitalizam” o seu governo. Ele deve saber do que está falando, porque está convicto de que vencerá onde interessa a ele, que é dentro da Câmara dos Deputados.

O governo está pronto para derrubar a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República, de corrupção passiva. Para isso, busca o número mínimo de deputados para alcançar quórum de 342 deputados federais para abrir a sessão. A turma do DEM e do PSDB decidiu salvar Temer até o fim do mandato, em 2018.

Por quê? Na avaliação deles, Temer conseguiu, por meio de cargos e liberação de verbas, segurar uma base folgada; essa maioria, a um ano das eleições, sai fortalecida junto de suas regiões eleitorais, levando obras e benefícios. A falta de manifestações de rua pela queda de Temer é outro fator que ajuda, ou seja, não constrange os deputados a ficarem a favor dele. Até o PT, maior oposição, também acha melhor manter o presidente fragilizado, para ter mais chances de voltar em 2018.

A avaliação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que, se não houver fato novo até quarta (2), haverá quorum para votar a denúncia contra o peemedebista, com vitória de Temer. Até a oposição reconhece que, depois da vitória na Comissão de Constituição e Justiça, ele saiu fortalecido. Os oposicionistas apostam na segunda denúncia a ser feita pelo procurador Rodrigo Janot. Por isso mesmo, Temer quer um placar maior, de 300 deputados, para dar demonstração de força política contra essa e repercutir sobre as outras denúncias que serão feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Não fez o dever de casa e aumenta os impostos

Começou a guerra jurídica em torno do aumento dos combustíveis, depois que a Justiça Federal suspendeu liminarmente, na terça (25), o decreto presidencial que provocou o reajuste. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão. Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que se a decisão não for revertida na Justiça, o governo terá que aumentar outros impostos.

Tudo isso para diminuir em R$ 10 bilhões o déficit de R$ 150 bilhões para este ano. A briga jurídica confirma, de outro lado, a fraqueza política do governo, de não ter feito o dever de casa, aprovando medidas que favorecessem a retomada da economia no Congresso. Na falta disso, aumenta-se os impostos e o povo paga a conta.

Minas abre guerra contra Temer pela Cemig

Foi criada no último dia 24, na Assembleia Legislativa, a Frente Mineira de Defesa da Cemig para tentar derrubar o leilão, a ser feito pelo governo federal, das Usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, hoje sob a concessão da estatal mineira e que respondem por 50% da energia gerada pela empresa.

A frente é formada por deputados, representantes do Executivo, do Ministério Público e de movimentos sociais e entidades de trabalhadores. O presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga, advertiu que o leilão das três hidrelétricas poderá acarretar aumento na conta de luz do consumidor residencial em Minas, para compensar o novo investimento.

Será elaborado um abaixo-assinado pedindo a suspensão do leilão das usinas, a ser encaminhado ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, onde já tramita ação impetrada pela Cemig relacionada à concessão da usina de Jaguara.

Classificando de “perversa” a situação imposta pela União ao Estado, Alvarenga disse que o contrato de concessão, assinado em 1997, garante à Cemig a renovação automática da concessão por mais 20 anos, mas portaria do Ministério das Minas e Energia autorizou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a leiloar as três usinas até 30 de setembro deste ano.

Presente ao lançamento da frente, o secretário de Governo, Odair Cunha, cobrou da União o cumprimento do contrato que garante à Cemig a renovação automática da concessão das três usinas. “O governo federal não está preocupado com a economia, e sim com seus cofres, como mostra o recente aumento da gasolina”, acusou o secretário.

A Advocacia Geral do Estado estuda a possibilidade de ingressar com ação civil pública questionando prejuízos tarifários para Minas. No próximo dia 3, a frente irá a Brasília disposta a reativar a Frente Parlamentar Federal em Defesa do Setor Elétrico e, no dia 19, participará de ato público na Usina São Simão, em Santa Vitória (Triângulo Mineiro).

Os leilões fazem parte da estratégia fiscal do governo federal de obter superávit por meio da venda de ativos, de forma que as contas da União não fechem no vermelho.

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Rogério Correia (PT), defendeu movimento urgente de Minas. “O governo pretende, indiretamente, privatizar a Cemig, passando por cima da Constituição, que estabelece que a venda de empresas públicas prestadoras de serviço de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica seja submetida a referendo popular. O enfraquecimento da Cemig pode até comprometer a sua sustentabilidade”, advertiu.

Os deputados João Vítor Xavier e Antônio Carlos Arantes, ambos do PSDB, e o deputado federal Adelmo Carneiro Leão (PT-MG) também endossaram a preocupação de que a nova concessionária repasse aos consumidores o valor gasto para a concessão da outorga. “O setor de energia é estratégico e relacionado à segurança nacional. Precisamos de um movimento suprapartidário em prol dos interesses da companhia”, apontou João Vítor Xavier.

 

Fonte: BHAZ

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